A Fina Arte de Errar

Atualizado: 2 de Jul de 2018

Se a busca do ser humano é a “perfeição divina”, os interesses empresariais comungam da mesma meta.

Logicamente, quando digo perfeição, entenda-se a melhoria constante para atingir um estado de plenitude e excelência.

E ferramentas diversas nos auxiliam para trilhar esse caminho: PDCA, Pareto, SWOT, Ishikawa, KPIs, Seix Sigma, DMADV, 360°, entre tantas outras.


Mas, tenho notado, que não adianta implantar esses sistemas de gestão se não houver aceitação do erro.

Da mesma forma que ocorre no desenvolvimento pessoal, onde é necessária a humildade para admitir o erro sem encontrar culpados (em outrem ou em si), no ambiente corporativo não se pode apontar responsáveis pela falha: o objetivo é melhorar os processos: ou seja, ter eficiência (procedimentos) para alcançar a eficácia (resultado).


Ao objetivar a busca da excelência - ou perfeição, é preciso implantar na cultura organizacional um novo sentido para o erro ou imperfeição, desgarrando-se do molde estreito que enrijece e elimina a flexibilidade, as opiniões e o compartilhamento de informações com empatia.


Para esse fim, muitos setores desempenham papéis essenciais: Diretoria para direcionamento e credibilidade nas ações, Lideranças para implantação dos novos hábitos, RH e Comunicação para disseminação da cultura, Qualidade e Produção para execução e sugestões de mudanças... cada peça é essencial para atingir a Efetividade e atingir um efeito real, concreto, palpável.


No livro "Being Wrong" ("Estando errado"), a autora Kathryn Schulz explica o problema da cegueira quanto aos erros:

" (...) a frase 'estou errado' descreve uma impossibilidade lógica. Assim que percebemos que estamos errados, não estamos mais errados, já que reconhecer que alguma crença está errada é parar de crer nela. Assim, só se pode dizer 'eu estava errado'."


Com todo o perdão da colocação, mas parafraseando uma expressão que você já ouviu bastante, “feedback não é fodeback”.

Assimilar erros e admitir a falibilidade é o melhor passo para atingir a excelência.

Sem culpa; sem dor. Apenas uma parte do processo de melhoria.



“Podemos estar errados ou podemos saber que estamos errados,

  mas não podemos fazer os dois ao mesmo tempo”.

Kathryn Schulz



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