Cadê a ética que estava aqui? Ninguém sabe e ninguém viu!!!!

Ética volátil.

Antes de entrar neste último post sobre as áreas de uma empresa e seus riscos de operação preciso escrever sobre uma pergunta que recebi de um empresário sobre a implantação de um programa de COMPLIANCE. A pergunta deste novo parceiro foi a seguintes: “Imagine que meu resultado financeiro ao final de um período é de 100 dinheiros. Implantando um programa de COMPLIANCE meu resultado é de 95, 100 ou 105 dinheiros?”

O que você leitor acha que pode acontecer? O programa de COMPLIANCE reduz, aumenta ou não impacta o seu resultado?

A resposta vem no próximo post.

No post anterior (aqui), vimos alguns dos riscos em Vendas, Compras, Recebimento e Expedição. Neste post vamos apontar alguns outros departamentos e alguns de seus riscos. Lembrando que estes pontos são apenas exemplificativos

No MARKETING

  • Produto que causa dano ou prejuízo a quem o utiliza;

  • A mensagem (propaganda) promete vantagens que o produto não oferece;

  • Preço de acessórios ou da manutenção são desproporcionais ao valor do produto base;

  • Abuso de poder na cadeia de fornecimento com o uso de propaganda fora da regra do CONAR;

  • O uso constante do produto que pode causar dano ao usuário.

Na QUALIDADE

  •  Restrição à devolução de produto por problema de qualidade;

  •  Recebimento de material, parte ou componente fora da especificação;

  •  Certificações de qualidade para “inglês ver”, ou seja, os processos não seguem as certificações e são acertados apenas para a obtenção ou renovação da mesma;

  •  Não verificação da qualidade correta do produto final ou das partes e componentes a ser entregue;

  •  Não auditar fornecedores com o critério estabelecido nos contratos.

Na PRODUÇÃO

  •   Dano ao meio ambiente durante o processo produtivo;

  •   Reuso de materiais fora do especificado (óleos, graxas, embalagens, protetivos, etc);

  •   Uso de partes ou componentes de qualidade inferior ao contratado pelo cliente;

  •   Excesso de sucata ou de desperdício durante o processo encarecendo o produto;

  •   Não verificação da validade individual de cada componente criando um produto com vida útil muito abaixo do especificado pelo cliente;

  •   Omissão de informação sobre uso de componente que cause risco à saúde;

  •    Uso de partes ou componentes proibidos no país.

No DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO

  •     Uso de patentes de terceiros sem a negociação de seu uso;

  •    Definição de componentes com características menores do que as necessárias ao funcionamento adequado do produto;

  •    Relatórios ou resultados com dados falsos ou incompletos definindo características distintas das contratadas;

  •     Utilizar mecanismos espúrios para agilizar os processos;

  •    Definir processos ou materiais que causem riscos para a saúde dos empregados e ou para os consumidores;

  •    Atuar em área que não a de sua especialidade;

  •    Testar, validar ou participar de testes com resultado já definido;

  •    Produto sem planejamento da logística reversa;

  •    Não dar destino certo aos resíduos do processo.

No SUPPLY CHAIN (Cadeia de Fornecimento

  •    Não executar a logística reversa;

  •    Pedidos de materiais e componentes fora dos acordos logísticos;

  •    Entregas fora do prazo, fora da quantidade e ou da qualidade contratada;

  •    Falta de cuidado com materiais, componentes e embalagens;

  •    Não cuidar da qualidade e acuracidade dos estoques;

  •    Falta de ética no relacionamento com os fornecedores e clientes;

  •    Não seguir os processos e procedimentos da empresa;

  •    Não identificar desvios de material;

  •    Escolha de fornecedores sem critérios técnicos;

  •    Falta de lançamentos de inventários;

  •    Não respeitar os acordos logísticos (com o cliente e com o fornecedor);

  •    Falta de regras para escolha do produto a ser entregue para a fábrica ou para o cliente.

Todos os exemplos descritos neste e no post anterior só conseguem ser identificados se a empresa tiver os seus dados preservados e com regras claras de operação (COMPLIANCE) e com um Canal de denúncias que realmente avalie, identifique, mude processos e sempre que necessário, indique aos responsáveis a punição a ser aplicada.

Outros departamentos da empresa também correm riscos éticos na sua operação. No próximo descreveremos a Qualidade, Marketing, Produção, Engenharia e Logística

Para mais informações sobre COMPLIANCE e ética empresarial, consulte meu site em www.victormachadoadv.com ou www.compliance.sorocaba.br

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